domingo, 10 de junho de 2012

Mesa Redonda: Privatização do Esaú Matos

Galera,


        Na próxima terça-feira (12) acontecerá na UESB uma mesa redonda sobre a Privatização do Hospital Esaú Matos aqui de Vitória da Conquista. A discussão contará com a participação da Subsecretária de Saúde, Karina Brito, e do Presidente da OAB, Gutemberg Macedo Jr. A mesa está sendo organizada pelo Diretório Acadêmico de Medicina - DAM, e será às 18h no Módulo III (Luizão).
        Participem, pois será uma discussão muito importante para toda a região, já que o hospital é de abrangência regional, e também porque se trata do modo como o serviço público é tratado em nosso país.


O maior erro que um homem pode 
cometer é sacrificar a sua saúde 
a qualquer outra vantagem.
Arthur Schopenhauer
Natália SilvaDCE gestão Nada Será Como Antes

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Nota de apoio a paralisação dos discentes da UFBA


UFBA - Vitória da Conquista
    Há algumas semanas docentes e discentes de grande parte das Universidades Federais do Brasil começaram uma greve em favor de melhores condições de trabalho e reajuste de salários para os professores e por melhorias nas instituições de ensino que em boa parte se encontram precárias.
      Em Vitória da Conquista não podia ser diferente. Nesta segunda-feira (04) os estudantes do Instituto Multidisciplinar de Saúde/Campus Anísio Teixeira/ UFBA decidiram em Assembléia Geral fazer uma paralisação com indicativo de greve se as reivindicações não forem atendidas.  A insatisfação dos discentes parte das atuais condições de infraestrutura, ensino, pesquisa, extensão, assistência estudantil e autonomia da instituição.
      Por entender a importância da mobilização dos estudantes da UFBA a gestão Nada Será Como Antes do DCE/UESB vem através dessa nota demonstrar o seu apoio aos nossos companheiros e por sabermos também o quão difícil é enfrentar o descaso que a Universidade pública está sofrendo atualmente em nosso país.
    Desse modo nos colocamos a disposição para ajudar no que pudermos, e convidamos a comunidade Uesbiana para apoiar essa luta que ontem parecia ser só nossa, que hoje parece ser só deles, mas que na verdade sempre foi de todos nós, mesmo porque lutamos por uma só causa, a Universidade pública de qualidade!


Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte
.
 Hino Nacional Brasileiro



DCE UESB Nada Será Como Antes



domingo, 3 de junho de 2012

Nota do CARM sobre o veto às Turmas Especiais do PRONERA - PORQUE A UESB PERDEU O BONDE DA HISTORIA?


No dia 18 de maio foi reapreciada pela plenária do DCSA a criação de uma turma especial de Direito para beneficiários da reforma agrária. A votação terminou com 18 votos contrários à criação, 15 a favor, e 3 abstenções. Nós do CARM votamos a favor da turma, e viemos, por meio desta nota, falar sobre a oportunidade histórica que nosso curso e nossa universidade perderam.
Antes de expressarmos opiniões soltas pelos corredores, é necessário compreendermos a real natureza do Projeto, suas finalidades, seu funcionamento, sua importância acadêmica, política e social. As Turmas Especiais de Direito para beneficiários da Reforma Agrária se fundamentam numa parceria entre a Universidade, Ministério da Educação e o INCRA, por meio do PRONERA (Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária), que é um programa do governo federal que tem por objetivo geral desenvolver práticas educativas ligadas à realidade do campo.. A turma garante aos camponeses/as, assentados/as e agricultores/as familiares tradicionais o acesso à educação superior, do qual foram historicamente excluídos/as, proporcionando-lhes o preparo técnico necessário e indispensável para assessorar juridicamente suas comunidades, contribuindo para sua legítima emancipação.
O ingresso à universidade acontecerá por meio de processo seletivo, mediante apresentação de declaração de entidades representativas dos trabalhadores rurais, atestando condição de agricultor familiar. Quanto à proposta curricular, a turma não fere a autonomia da Universidade, pois mantém a mesma grade do curso regular, mas com uma metodologia diferenciada, contextualizada com a realidade do campo. Além disso, o projeto tem orçamento próprio, e de forma alguma contribuirá para o sucateamento da Universidade. Pelo contrário, suas verbas poderiam se reverter em contratação de novos professores, compra de livros para a biblioteca, beneficiando toda a comunidade acadêmica – além de recebermos estudantes de todo o país e termos os holofotes jurídicos voltados para a UESB. A proposta amplia o leque de ações afirmativas em educação para comunidades do campo, que contrapõe a “elite” cultural (e econômica) que predomina nos cursos jurídicos de universidades públicas no Brasil.
Com a criação da primeira turma de direito, na UFG - Goiás, o MPF-GO ingressou com ação de inconstitucionalidade da turma e do PRONERA como um todo. O STF apreciou a lide e julgou ambos como constitucionais. Mesmo estando no nono semestre, dos 57 alunos da turma da UFG, 15 fizeram inscrição para fazer o exame da OAB e 10 passaram para a segunda fase. Seis desses foram aprovados e aguardam a colação de grau para iniciar as atividades de advocacia. Recentemente a UEFS e a UNEB aprovaram turmas especiais de Direito para os seus campi, e outras universidades como a UFPR tem caminhado no mesmo sentido.
Na verdade, enxergamos que como pano de fundo da discussão sobre a turma, está outro debate e forma de dominação: o Latifúndio do Saber. Sem-Terra professor, agrônomo, ou assistente social, é algo até plausível, contudo, para as elites, é inadmissível que exista Sem-Terra advogado, promotor ou juiz.
Nós do CARM lutamos todos os dias para que a UESB se torne uma Universidade Popular, cumprindo sua função social, e produzindo um conhecimento que sirva a população mais carente. Com o veto à criação da turma perdemos uma grande oportunidade de avançar nesse sentido.
Nossas ações continuam no sentido de proporcionar ao nosso curso uma formação mais critica e humanística, sempre atenta às demandas populares. Temos a convicção de que estamos do lado correto, o do povo pobre e oprimido! É com e por esse povo que lutamos! É a esse povo que o nosso curso deve servir!


Centro Acadêmico Ruy Medeiros

Gestão: A Luta é o Tempero do Meu Samba


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Ocupa Banco do Brasil - MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores)


Na manhã do dia 30 de maio, dando continuação a sua jornada de lutas, o MPA – Movimento Dos Pequenos Agricultores ocupou mais um órgão público de 17 estados do país, e hoje foi à vez do Banco do Brasil, que no caso de Vitória da Conquista é gerenciado por um homem extremamente grosso e intransigente que atende pelo nome de Valdir Canguçu. 
Há anos os Pequenos Agricultores vêm sofrendo com a intransigência do referido gerente, que se negou por vezes até mesmo recebê-los para renegociação de suas dívidas, por isso estão em luta para que a gerência do banco seja mudada, com gritos como “aha uhu fora canguçu”, pediam a substituição do gerente. Os camponeses querem ainda poder abrir créditos no banco para financiar a agricultura que alimenta o Brasil, já que são proibidos a anos de realizar essa transição devido às dívidas que o banco se nega a renegociar.
Os lutadores e lutadores do MPA infiltraram-se na agência do Banco do Brasil um a um, e por volta das 11 horas da manhã o banco foi declarado ocupado. Com muita cantoria, gritos de ordem, bandeiras, violão e muita garra os camponeses permaneceram na agência por duas horas sem mínima manifestação do gerente ou do superintendente. Após muita insistência e descobrir uma mentira dita pelo gerente Canguçu que afirmou aos ocupantes que o superintendente não estava presente, dois companheiros foram então encaminhados para uma conversa no andar a cima da mobilização. Enquanto os companheiros da coordenação do movimento de Vitória da Conquista dialogavam com o gerente e com o superintendente a ocupação continuou na área dos caixas eletrônicos, com muita cantoria e gritos de ordem em nome das lutas do campo.

A intransigência do gerente da agência se mostrava em todos os momentos da ocupação. A polícia militar foi acionada assim que o espaço foi declarado ocupado, e como na maioria, se não em todas às vezes, se colocou ao lado dos poderosos, sendo completamente grosseiros com os ocupantes. Inclusive, dois policiais apareceram com metralhadoras, numa ocupação de cunho completamente pacífico. De um lado estava o povo que luta por direitos, do outro a polícia que viola direitos. Os ar condicionados foram desligados logo após ter dado início a ocupação a fim de incomodar ou fazê-los desistir, mas da luta do povo os camponeses não se retiraram. Foram ainda completamente proibidos de fazer uso dos banheiros do banco, banco do Brasil, dos brasileiros...(?)
Por fim, após três horas de ocupação os companheiros desceram com os informes da reunião. Foi acordado com o Banco que na tarde de amanhã (31 de maio), os camponeses poderão ir à agência para renegociar suas dívidas. Pagarão então 3% do valor da dívida e renegociarão o restante. Quando 20% da divida estiver paga poderão então fazer um novo crédito. O sistema de crédito usado pelos pequenos agricultores é o PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). O programa financia projetos individuais ou coletivos que gerem rendas aos agricultores e assentados da Reforma Agrária.
A luta se estenderá em Salvador, já que o Banco do Brasil se propõe a financiar os créditos do PRONAF somente para o monocultivo da mandioca, e o movimento entende todo e qualquer monocultivo como prejudicial à agricultura brasileira, a luta continua para que eles possam plantar todos os vegetais que desejam afinal ninguém se alimenta só de mandioca, e são os camponeses responsáveis pela alimentação de 70% da população brasileira.
Ainda em março foi aprovada pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, a criação de um fundo de investimento para o agronegócio. Sim... Aqueles que produzem alimentos cheios de venenos, que prolifera o câncer, má formação de bebês, abortos espontâneos, entre tantos outros problemas a saúde humana. Há um investimento de 8 bilhões de reais para o agronegócio. Em sua jornada de lutas o MPA defende também a agricultura camponesa, livre dos venenos do agronegócio.

Se de dia os camponeses vão à luta, de noite se recolhem para estudar. Durante a jornada de lutas, os camponeses do MPA separam todos os dias um espaço para a formação dos seus militantes, pois entendem a importância da educação para todo e qualquer ser humano, espaços esses alguns dias facilitados por estudantes e professores da UESB. Fazem ainda uma crítica à educação brasileira, que está sendo sucateada pelos nossos Governantes, e ainda mais a educação no campo, que não conta com profissionais habilitados para trabalhar com as pessoas que têm realidades diferentes das criadas no meio urbano. Lutam ainda pela reabertura e melhoramento das escolas na zona rural, já que boa parte delas foram fechadas e as que ainda funcionam seguem cada vez mais sucateadas.



Laysa "Lalaay" de Gouveia
DCE gestão Nada Será Como Antes

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Hoje tem CONSEPE!!!!!


Galera,
Logo mais, às nove horas da manhã no auditório do CAP, começa o Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão, o CONSEPE, segue a pauta do conselho.

  1. Aprovação de Ata;
  2. Homologações:
  3. Recomposição das Câmaras do CONSEPE;
  4. Indicação de uma Comissão para elaboração da proposta de alteração da Resolução         CONSEPE Nº 49/2001 que dispõe sobre Normas de Concurso Público para provimento de vagas no Quadro Permanente de Docentes da UESB;
  5. Solicitação do Departamento de Ciências Biológicas - DCB:  Relocação das disciplinas - Citologia Clínica e Imunologia Clínica; Microbiologia Clínica e Parasitologia Clínica; Microbiologia Industrial e Biocatálise do Departamento de Química e Exatas  -  DQE para o Departamento de Ciências Biológicas  -  DCB;
  6. Recurso do indeferimento da Câmara de Pesquisa e Pós-Graduação: Proc. 563347 - DCHL - Solicitação de Bolsa Auxílio para Licença Sabática - Prof. Raimundo Lopes Matos;
  7. Projeto de Reforma Curricular e Desmembramento do Curso de Artes em Licenciatura em Dança e Teatro.

Apesar de não está incluso no ponto de pauta, amanhã o DCE cobrará da administração da Universidade explicações à respeito da contratação de professores, já que temos recebido reclamações contínuas de estudantes insatisfeitos com suas graduações por estarem sofrendo com a falta de professores para ministrar as matérias necessárias para o bom andamento do curso.
Para que tal cobrança tenha maior efeito precisamos da presença maciça dos estudantes na plenária, já confirmamos a presença de estudantes de Comunicação Social, Economia, Geografia e Pedagogia, no entanto precisamos de mais força.
Venha fazer parte dessa luta que é de todos nós! 

Natália Silva
DCE gestão Nada Será Como Antes

Camponeses do MPA ocupam Receita Federal de Vitória da Conquista reivindicando direitos do povo do campo!

MPA marcha a favor de seus direitos enquanto camponeses
Os camponeses que se organizam no Movimento dos Pequenos Agricultores estão realizando a Jornada Nacional de Lutas, que vai de 28 de maio a 01 de junho. Dez mil lutadores e lutadoras fizeram protestos em 17 Estados do país e no Distrito Federal. Só na Bahia o movimento promoveu protestos em 3 órgãos públicos, reivindicando direitos que há tempos vêm sendo desrespeitados no Brasil.
Na cidade de Vitória da Conquista não foi diferente. Pela manhã do dia 29 camponeses e apoiadores se reuniram e marcharam nas ruas do centro da cidade levantando bandeiras e gritos de ordem até a Receita Federal, mostrando à comunidade urbana a cara do povo do campo.
A partir das 10 horas da manhã a Receita Federal de Vitória da Conquista foi ocupada pelos militantes do MPA. A ocupação e as negociações foram pacíficas, menos para alguns policiais federais, os quais agiram com truculência contra companheiros e companheiras; conta-se 5 agressões físicas devido a ação violenta desses profissionais.
Algumas das ações a serem cobradas ao Governo Federal:
* Solucionar definitivamente o problema do endividamento agrícola;
* Implementar um programa massivo de habitação rural;
* Criar uma linha de crédito subsidiado para a produção de alimentos;
* Fortalecer a CONAB com estratégias para a soberania alimentar brasileira;
* Transformar a PAA em Política Pública e ampliar seus recursos;
* Criar um programa massivo de pequenas agroindústrias tendo em vista as demandas            oriundas da PAA e PNAE;
* Criar um programa massivo de transição para a agroecologia;
* Reconhecer e criar um programa publico de pagamento por serviços socioambientais;
* Reabertura das escolas no campo e adaptação dos currículos para a realidade camponesa;
* Criar bolsa permanência para estudantes e recém-formados para que permaneçam no campo trabalhando;
* Ligação imediata de energia para todas as família cadastradas no Luz Para Todos;
* Cooperativas de produção de energia renovável;
* Criar mecanismo que permitam ao governo reação emergencial para problemas de catástrofes ambientais;
* Ajustar o funcionamento do PNAE;
* Implantação do bloco do Produtor rural em todo país;
* Manutenção e garantia de acesso das famílias camponesas a todos os direitos conquistados;
Os coordenadores do movimento mantiveram diálogo durante toda a ocupação com a direção da Receita Federal, e às 13:00h suas pautas foram finalmente atendidas. Foram encaminhados documentos contendo as reivindicações para os seguintes órgãos: superintendência de energia; SETRE; Embasa; CERB; SEINFRA; coordenação do programa “luz para todos”; CAR; e SEAGRI. Outros três documentos foram entregues às 15:00h com a presença dos coordenadores do MPA junto aos da Receita Federal, e serão encaminhados ao Governador Jaques Wagner, à SESAB e à SEC. Em Salvador, os companheir@s do MPA estão com diversas audiências marcadas.

O que é o MPA?
O Movimento dos Pequenos Agricultores é um movimento camponês de caráter nacional e popular. Um movimento de massas, autônomo de luta permanente. Organizado em grupos de famílias que produz alimentos saudáveis para o povo brasileiro, com respeito a quem produz, a quem consome e à própria terra, resgatando a identidade e a cultura camponesa.
Estamos nas ruas para reafirmar nosso compromisso com o campesinato e com os trabalhadores urbanos e cobrar ações do Estado brasileiro que garantam e fortaleçam a produção de alimentos no campo para a geração de renda das famílias camponesas e o abastecimento das famílias da cidade.

Laysa "Lalaay" de Goveia
DCE gestão Nada Será Como Antes

terça-feira, 29 de maio de 2012

ASCOM da UESB divulga Jornada Nacional de Lutas Camponesas do MPA


     No final dessa segunda-feira o site da UESB divulgou a Jornada de Lutas Camponesas do MPA, focando principalmente a participação de alunos e professores da instituição no evento. Segue a íntegra da nota escrita por Mariana Lacerda

Jornada De Lutas Camponesas do MPA
     Professores e estudantes da Uesb participam durante esta semana da Jornada Nacional de Lutas Camponesas do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). O evento acontece entre os dias 28 de maio e 1º de junho e trata de assuntos voltados à temática do campo, como o uso de agrotóxicos e políticas públicas para o fortalecimento do campesinato, dentre outros. 
     Discentes e docentes participam dos principais espaços da Jornada que acontecem no Ginásio de Esportes Raul Ferraz, em Vitória da Conquista. Nesta segunda-feira, às 17 horas, será exibido o documentário "O veneno está na mesa"; terça-feira, no mesmo horário, acontecerá o debate sobre a "Criminalização dos Movimentos Sociais" e na quarta-feira, às 16 horas, o tema "Campesinato Brasileiro” será debatido entre os participantes. 
     Para mais informações sobre a Jornada e a participação de professores e alunos da Uesb no evento, acesse o blog do Diretório Central dos Estudantes.